Canal*Motoboy

http://megafone.net/SAOPAULO

Projeto Canal*Motoboy do artista catalão Antoni Abad, do grupo Zex.

São vários os projetos pelo mundo que em sua versão paulista abre um campo de diálogo e
trocas com os motoboys e os demais habitantes. Profissão que nesta cidade tem
uma profunda contradição: a necessidade da rapidez de fluxos dos objetos e a
viscosidade dos seus trajetos. Os motoboys sofrem de grande incompreensão, quando não
desprezo, por parte da população, assim como outros atores que Abad trabalha,
como os taxistas na Cidade do México.

No site, partindo de uma base cartográfica do Google, foi criada uma plataforma para o
projeto. Assim, os motoboys emissores (como são chamados os participantes) adicionam imagens capturadas por celular dos seus trajetos cotidianos.
Estas informações são organizadas nas categorias ambiental, dia-a-dia e
palavras, como também por tags.
É uma forte visualidade do cotidiano e dos riscos da profissão. Como também
demonstra que eles têm relação e fruição diferenciada com a cidade, em
velocidade constante.

O projeto durou alguns meses no ano de 2007 (iniciou em 2003 com as visitas de
Antoni Abad a São Paulo), mas mobilizou um grupo de motoboys que, em reuniões
regulares se organizaram para gerar ações de valorização e de visibilidade da
profissão. Como a “Semana de Cultura Motoboy” e o livro “Coletivo Canal Motoboy
– O Nascimento de uma Categoria”. Bem como um blog para a comunicação da
categoria o http://www.culturamotoboy.com.br

Segundo Eliezer Muniz dos Santos (o Neka) ex-motoboy, emissor e colaborador do projeto canal*MOTOBOY, “o projeto foi uma experiência de transformação da opinião pública em relação aos profissionais motociclistas, com o uso das mídias móveis e internet por meio de uma plataforma de comunicação entre a comunidade e a sociedade.”

“A vontade de expressar e o direito a informação, mas principalmente a relação com uma nova percepção sobre o uso das tecnologias móveis possibilitando a divulgação de fotos, vídeos, textos, etc., diretamente na WEB sem qualquer mediação, ou seja, os motoboys emissores, perceberam o enorme potencial que eles tinham em mãos ao levarem suas questões para o espaço público digital, divulgando diretamente suas ideias, imagens do
dia-a-dia na cidade, do espaço de lazer, comunitário, da família e os problemas
mesmo vividos pela categoria, como discriminação, violências, da polícia,
trânsito, natureza, trabalho, etc” Entrevista com Neka disponível no blog Cartografias on
line

Para Eliezer esta “rede social telemática” propicia uma apropriação do espaço urbano
na convergência que concilia a mobilidade da tecnologia móvel do celular com a
da mobilidade da motocicleta.

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