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PROJETOS

http://www.geoplay.info

Geoplay é uma aplicação web que se apropria de imagens postadas no panoramio (WWW.panoramio.com),aplicativo do Google maps no qual o internauta posta fotografias
georeferenciadas. O participante define um trajeto e as imagens serão
selecionadas pelo software para criar um audiovisual em tempo real.

O trabalho, que se utiliza da plataforma web 2.0, cria representações do espaço
urbano na era digital com imagens anônimas e intencionalidades diversas,
olhares múltiplos sobre a paisagem. Fatos e intimidades são revelados. A
representação do espaço envolve uma coletividade, um imaginário, imagens
coletivas. Pode-se passear pela cidade através destes trajetos ficcionais e
imagéticos e descobrir outras camadas de significação e valores atribuídos ao
urbano.

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http://lat23.net

2346, do coletivo LAT-23 (formado por Cláudio Bueno, Denise Agassi, Marcus
Bastos e Nacho Durán), é um mapeamento colaborativo de lugar específico: a Rua
Augusta, na cidade de São Paulo. Nele as pessoas podem participar, através do
site do grupo, contando histórias (reais ou fictícias) sobre o lugar. No mapa gerado
são inseridos dados com relevância discutível, numa provocação que desconstrói
as formas tradicionais de cartografia. Também são espalhados pela Rua Augusta
QR-CODES com os dados levantados/inventados.

Segundo o grupo, cartografias são sempre imprecisas. E o projeto discute a
impossibilidade de mostrar num mapa tudo sobre um lugar. “Cartografar é propor
pontos-de-vista sobre espaços (na paisagem otimista de usuários de mapas
abertos e coletivos) ou delinear marcas em territórios (no cenário pessimista
da cartografia clássica de viés militar). Mesmo sobrepondo formas de ver a rua,
2346 só mostra a Augusta em fragmentos de um mosaico incompleto. Histórias que se entrelaçam contando dias e noites particulares ou genéricos, fatos e dados inúteis ou inusitados, casos e coisas viscerais ou desnecessárias. Ao ficcionalizar relatos e selecionar
estatísticas de forma arbitrária, 2346 conta tanto narrativas saborosas e histórias ardidas como a impossibilidade de mostrar um lugar a partir do que ele tem de específico.”


 

Tracemap (2008), de Karla Brunet, é um mapeamento fluído de percursos dos
participantes com uso de PDAs com GPS e o software do projeto. Então, é
percorrer o espaço urbano (que pode ser uma deriva) e, ao invés de desenhá-lo
fisicamente no mapa, o traçado é gerado através do dispositivo tecnológico.
Cria-se uma visualização de dados deste percurso por meio de um mapa.

www.locativepainting.com.br

Locative Paintings, é um projeto de Martha Gabriel que consiste
na criação de um mapa essencialmente artístico na internet com a participação
do internauta, que participa inserindo um CEP e escolhendo uma cor para o
traçado. Assim, a partir desta trajetória, num espaço físico em
potencial, cria-se um traçado no mapa.

http://www.gpsart.net/#projects

No GPSart Projeto Own Ways,o usuário (interator, na terminologia da arte-tecnologia)
que tenha um telefone celular com GPS, pode instalar o software GPSart
desenvolvido por  Cicero Silva e Marcos Khoriati. Este software, que necessita do Android para funcionar, localiza o usuário por GPS e registra com um traçado o caminho enquanto este se desloca no espaço. Este registro-rastreio é inserido no Google Maps. Possibilita, então,
uma intervenção criativa “do homem real na nova cartografia do espaço
representacional”, segundo os autores. É clara a influência de projetos, já
históricos, de mídia locativa e mapas como o GPS Drawing de Jeremy Wood, que
neste rastreio do deslocamento no espaço gera escrituras no mapa.

http://www.wikinarua.com/

Wikinarua é um projeto inovador que utiliza software com GPS e bússola criado na Universidade de Brasília. Mostra-se uma ferramenta muito eficaz na mobilização de comunidades. Configura-se como uma rede social que pode ser acionada com dispositivos móveis, celulares com tecnologia de Realidade Urbana Aumentada (RUA).

É possível baixar facilmente este software com uso do aplicativo Android, vinculado ao Google. Assim, permite-se que as pessoas em qualquer lugar do país possam participar desta comunidade virtual organizando conteúdos no mapa como imagens, sons, textos, audiovisual, inclusive rádio. A tecnologia de Realidade Aumentada traz conteúdos on line para o espaço real. Ou seja, apontando o celular para determinado ponto na cidade (demarcado no mapa wikinarua) o software funde numa mesma imagem, dados reais e informações computacionais, em tempo real.

A ideia é que o projeto oportunize a comunicação entre comunidades, inclusive as que podem estar isoladas, como indígenas e quilombolas, e fomenta a participação no contexto urbano. Uma rede social que cria uma cartografia colaborativa com enfoque direcionado para arte e comunicação, o que é original, pois ainda não há um projeto com este direcionamento no Brasil.

Selecionado pelo programa Laboratórios de Experimentação e Pesquisa em Tecnologias
Audiovisuais – XPTA.LAB do ministério da Cultura, é uma parceria entre a Universidade
de Brasília (UNB), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal
do Piauí (UFPI). É um projeto interessante que tem uma abertura para outros que
envolvem jogos e aplicativos para celular, PC e que podem se utilizar do
sistema Wikinarua.

www.artsatbr.unb.br

O projeto ArtSatBr de 2008, foi desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Arte e Realidade Virtual do departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UNB). Coordenado por Suzete Venturelli, Mario Maciel e programação de Sidney Medeiros.

Cria um espaço de disponibilização e troca de informações sobre temas sociais críticos.
Tem uma filiação em trabalhos de ativismo social no sentido de proporcionar um
espaço de crítica e denúncia social. Nesta cartografia colaborativa, os
participantes podem adicionar dados (fotos, vídeos, sons, textos) sobre
temáticas sociais e ambientais que são organizadas em cinco categorias:
queimadas, poluição, pastos irregulares, desmatamento e miséria. Elas são
identificadas com ícones característicos para auxiliar a navegação no mapa e a
visualização das informações. Os participantes (os interatores) identificam no
mapa aproximadamente a localização do evento, a situação, a comunidade, etc., e
adicionam a informação. Compartilha-se, desta forma, não apenas no Brasil, mas
no mundo questões urgentes em tempo real.

O projeto é referencial para as possibilidades do uso das mídias móveis e
digitais para a construção coletiva e democrática de informação. Uma
alternativa para saber (em tempo real) de acontecimentos na sociedade (em todo
mundo) que podem ser ignorados ou pouco divulgados na mídia convencional.