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www.artsatbr.unb.br

O projeto ArtSatBr de 2008, foi desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Arte e Realidade Virtual do departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UNB). Coordenado por Suzete Venturelli, Mario Maciel e programação de Sidney Medeiros.

Cria um espaço de disponibilização e troca de informações sobre temas sociais críticos.
Tem uma filiação em trabalhos de ativismo social no sentido de proporcionar um
espaço de crítica e denúncia social. Nesta cartografia colaborativa, os
participantes podem adicionar dados (fotos, vídeos, sons, textos) sobre
temáticas sociais e ambientais que são organizadas em cinco categorias:
queimadas, poluição, pastos irregulares, desmatamento e miséria. Elas são
identificadas com ícones característicos para auxiliar a navegação no mapa e a
visualização das informações. Os participantes (os interatores) identificam no
mapa aproximadamente a localização do evento, a situação, a comunidade, etc., e
adicionam a informação. Compartilha-se, desta forma, não apenas no Brasil, mas
no mundo questões urgentes em tempo real.

O projeto é referencial para as possibilidades do uso das mídias móveis e
digitais para a construção coletiva e democrática de informação. Uma
alternativa para saber (em tempo real) de acontecimentos na sociedade (em todo
mundo) que podem ser ignorados ou pouco divulgados na mídia convencional.

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http://aqi.unb.br/

O projeto Aqi,, lançado em abril de 2011, coordenado por Tiago Lucena, é uma criação de
plataforma computacional que une plataforma web e aplicativo para celular.

Vinculado ao Projeto Narrativas Emergentes em Vida Urbana Misturada,
integrante do Projeto Wikinarua, o projeto foi desenvolvido no LART- Laboratório
de Pesquisa em Arte e Tecnociência do FGA-Gama, sob a orientação de Diana
Domingues e financiamento do MINC XPTA Lab Cinemateca. Tem a base do Google,
maplink e aplicação móvel desenvolvida para celulares com plataforma Android.

Por meio deste o usuário pode inserir conteúdos, produzidos no próprio espaço urbano que
são geolocalizados e inseridos no site. A partir destes conteúdos, que podem ser textos, vídeos, fotografias, outros usuários podem acrescentar informações colaborativamente. A intenção é permitir a criação de narrativas urbanas, fruto da experiência no espaço com o suporte web e as ferramentas das tecnologias móveis. As pessoas que tiverem este aplicativo no celular serão avisadas quando estiverem em lugar próximo a um ponto do mapa, assim têm acesso à informação inserida no mapa e podem interferir, acrescentar, interagir com ela. Tal característica evidencia um aspecto caro à arte e à tecnologia hoje, a
integração entre espaço físico e ciberespaço, o que é chamado de espaço
cíbrido, híbrido ou intersticial. Corresponde a esta conexão entre o espaço e
as camadas de informação presentes no ciberespaço.

Como exposto no site: “Lugares possuem histórias. Cada esquina, cada árvore e cada
prédio podem guardar um elemento importante na vida de alguma pessoa. Passear
pela cidade contando suas histórias, inventando outras, lembrando dos fatos
ocorridos em determinadas ruas, criticando problemas no seu bairro são ações
que podemos fazer usando um aparelho celular.”


 

Trivilialidades do ser urbano (2009) é um projeto experimental que se utiliza do
Wikimapia como plataforma colaborativa de criação. Neste trabalho o artista e
pesquisador Tiago Franklin Lucena propõe uma reflexão sobre as geotags subjetivas, que se contrapõem as geotags comerciais cujos referenciais são orientados para o consumo no/do espaço cotidiano. Nele, foram mapeados acontecimentos banais do cotidiano, trivialidades como diz o nome do projeto, como também dados ficcionais que compartilham intimidades.

Este projeto evidencia que cartografias colaborativas construídas por esta plataforma precisam ter dados consensuais para que existam. Para que uma tag
fique permanente no mapa precisa ser aprovada por mais de cinco usuários.

Desta forma, o artista mobilizou um grupo para que suas intervenções no mapa persistissem e fossem consideradas como relevantes. De qualquer forma, percebemos que se trata de um trabalho efêmero, uma intervenção na web, visto que os itens taggeados,
podem parecem uma vandalização para alguns olhares, já que dão relevância para
o que é absurdamente banal, como o “lugar onde meu cachorro fez cocô”. O
artista questiona o caráter colaborativo destes mapeamentos na internet, cujos
referenciais vão sumindo quando não são consideradas relevantes para um grande
numero de pessoas.

http://www.sintomnizado.com.br/lugarlugares.htm

Lugar (2008) é trabalho proposto pelo curitibano por Tom Lisboa veiculado na
internet. O trabalho tem como prerrogativa o desenho da letra “L” (de Lugar) no
mapa da cidade (Tóquio, São Paulo, Curitiba, entre outras). A partir deste traçado pré-definido é proposto um mapeamento do trajeto como uma experiência do olhar naquele espaço. As fotografias realizadas pelos participantes ampliam sutilezas, intimidades do lugar. São interações com objetos, pessoas, situações, uma cartografia do trajeto que parte do mapa.

 

 

Nas palavras do artista: “LUGAR é uma espécie de jogo que (como qualquer jogo) é orientado por um conjunto de regras. O objetivo é “desenhar”,
caminhando, a letra L (de lugar) na planta de determinado espaço urbano e, ao mesmo tempo, desenvolver um ensaio fotográfico neste trajeto. A ação urbana LUGAR surge a partir deste jogo perceptivo, de transformar espaços “vazios” em
lugares fundados por um artista. Neste jogo, a participação é livre e as regras
claras.”

Aqui parte-se das tramas do mapa para criar um desenho singular, que muitas vezes
evidencia características do lugar e da cidade. Traçados geométricos que
evidenciam planejamento, ou mais confusos de lugares que se constroem com
dinâmicas orgânicas. Os “L”s dizem algo do lugar, demonstra especificidades que
são explicitadas no olhar-fragmento  intimista dos participantes.

http://lencois.art.br/blog

Mapeando Lençóis projeto realizado durante o evento Submidialogia#3
Lençóis/Bahia http://submidialogia.descentro.org, em  2008.

É uma cartografia colaborativa elaborada com mídias locativas proposta pela
pesquisadora e artista Karla Brunet. Neste trabalho foi construído um mapa com
participantes do evento e a comunidade local, em especial crianças. O
mapeamento fenomenológico (que descreve os fluxos e os trajetos no espaço) foi
construído a partir de uma deriva pela cidade com anotações analógicas
(diretamente no mapa) e digitais (enviando fotografias, dados de áudio e vídeo
para o site do projeto).

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http://www.lucialeao.pro.br/hermenetka/

 

(imagem cedida pela autora)

Hermenetka é um projeto criado em 2005 pela artista multimídia Lúcia Leão. Parte da ideia, ou melhor, do conceito de “Mediterrâneo” “como um espaço de trocas culturais e de fluxo, em permanente mutação. Nele coabitam várias épocas da civilização humana.”[1] Então, desta noção de mediterrâneo há a perspectiva histórica, conceitual e imaginária deste lugar-conceito.

Pode-se participar do proteto enviando imagens poéticas a partir da pergunta “o que é Mediterrâneo para você?”. Há, assim, a colaboração direta do público colocando imagens e textos no banco de dados do projeto. Outra forma de participação, esta digamos, “involuntária”,se dá pela busca feita no Image na internet, ou seja, imagens postadas na internet entram no projeto por meio de busca pelo Google.

Cria-se, assim, um mapa dinâmico como uma videoarte colaborativa que opera com múltiplas imagens de múltiplos usuários, com buscas randômicas no ciberespaço. Em tais cartografias, a imagem gerada é composta por sobreposições de imagens e textos que compõem o banco de dados do sistema.

[1] Entrevista/conversa com Lúcia Leão disponível no blog Cartografias on line.

Plural maps: lost in São Paulo

http://www.lucialeao.pro.br/pluralmaps

(imagem cedida pela artista)

Projeto de Lucia Leão iniciado em 2002 para a Bienal de São Paulo.

A plataforma do projeto é baseada em labirintos construídos em VRML (VirtualRealityModelingLanguage = LinguagemparaModelagemdeRealidadeVirtual), software para criações gráficas em 3D que possibilita navegação e inserção de dados.

A artista, pesquisadora e professora Lucia Leão uniu questões sobre a cidade em que vive e o fascínio pela estética do labirinto, que remete ao labirinto do ciberespaço, como também da metrópole e suas possibilidades de acontecimentos, conexões, informações e trocas de sensibilidades.  O labirinto como uma noção aberta de mapa, conectável e móvel, rizomática e em rede, como sugere Delleuze.

NO labirinto há nós (links) que levam a pontos específicos da cidade com web cams instladas, como também há contribuições dos participantes com sons, imagens, audiovisual, textos, etc.         A cartografia construída colaborativamente sobre a cidade de São Paulo revela olhares sobre seus habitantes, como também algo do imaginário sobre esta cidade de participantes estrangeiros.

Como diz a artista em seu site: “Plural maps é um convite para que o participante torne-se o próprio cartógrafo, seja contribuindo para o mapa construído colaborativamente (com imagens, sons, textos, vídeos) seja percorrendo o trajeto do mapa.”

Qualquer pessoa com acesso a internet pode contribuir na produção de informações sobre um dado espaço, tornando-se cartógrafo da sua própria realidade.